A Lista de Schindler – Thomas Keneally

Bem, vou finalmente cumprir a promessa que fiz de falar sobre esse livro! A grosso modo é uma biografia em forma de romance, porém isso é muito pouco pra descrever esse livro!

Logo na introdução o autor já avisa, aqui Oskar Schindler é descrito de uma maneira muito próxima da realidade, como uma pessoal normal, sujeito a falhas, excessos, desejos, enfim um ser humano e não uma espécie de santo, o que torna o livro ainda mais interessante!

Oskar Schindler era um jovem que, apesar de casado, era um bon vivant, filho de um industrial alemão, que vai à Polônia com intenção de conquistar riquezas (e tinha uma desculpa de ser informante da SS, assim não precisou se alisar), chegando lá adquire uma antiga fabrica de esmaltados (aquelas panelas antigas, com certeza sua vovó tem uma, a minha tinha pelo menos =P) que fica popularmente conhecida como Emalia através da ajuda de um amigo judeu, nessa mesma época os alemães estavam separando os judeus e os enviando para os guetos, Schindler contrata vários funcionários judeus para sua fábrica, mais tarde quando começam os campos de concentração ele consegue manter seus judeus dentro de sua fábrica, a baseado no fato de sua industria ser primordial ao esforço de guerra (e também a base de subornos), e depois que o campo próximo a fábrica se fecha, Oskar faz seu grande esforço: transforma sua fábrica numa fábrica de munições (que não funcionam!) e elabora sua celebre lista contendo o nome dos funcionários “especializados” dos quais ele precisava, e o livro também conta como foi a vida de Oskar depois de tudo isso. Bem não vou contar o livro inteiro aqui =]

Algumas considerações: O autor descreve algumas maneiras de como eram tratados e transportados os judeus, e é simplesmente terrível, uma coisa de se dar asco, tristeza e medo ao mesmo tempo, tudo o que eu viesse a escrever aqui seria pouco pra descrever, eu espero sinceramente que nunca mais aconteça algo semelhante, até o fim dos tempos!

É impressionante ver como Oskar teve coragem e astúcia para fazer tudo o que fez, ele abriu mão de toda a sua fortuna, chegando inclusive a ser preso e também a fugir sem rumo ao termino da guerra (não é spoiler todo mundo sabe que aconteceu), além de ter se envolvido em todo tipo de logros, negociatas e subornos para livrar sua pele e de seus judeus.Em tempos de ganância desmedida em que não se perdoam nem pais e filhos….

Apesar de bem pouco, há citações a Joseph Mengele (o Anjo da Morte) no livro, ele foi um dos oficiais-médicos do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, e cometia todo tipo de crueldade, e me deu uma sensação muito estranha e ruim quando li a respeito, sabendo que esse sujeito morreu aqui mesmo no estado de São Paulo, velhinho, na praia, como se fosse a pessoa mais pacifica do mundo e nem sequer foi julgado por seus crimes.

Bem, acho que extrapolei o texto sobre o livro e acrescentei algumas reflexões pessoais ai, mas foi exatamente o que pensei enquanto estava lendo!

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5 Respostas para “A Lista de Schindler – Thomas Keneally”

  1. Marcos, ótimo post!

    Eu não lia nada a respeito do Holocausto, não descia…mas, de uns tempos pra cá, abri mais a mente e resolvi experimentar! É incrível como esse tema mexe comigo (só de ler seu post eu fiquei incomodada).

    A respeito da sua reflexão final, onde você diz ter fugido do livro em si, acho que o blog serve para isso também…afinal, a cada livro que lemos nossas opiniões são moldadas, certo? Acho que, se terminarmos de ler um livro e não tivermos nenhuma reflexão a fazer, ou o livro é ruim ou simplesmente não prestamos atenção às palavras.

    Faço das suas palavras finais as minhas: é revoltante saber que esse “homem” morreu aqui, pertinho de nós, desfrutando de uma vida longa e confortável…me dá vergonha de pertencer à mesma espécie que esse filho da puta sádico.

  2. Ainda não tive a chance de ler este livro, mas divido contigo Marquinhos a sensação de profunda tristeza, asco e até de revolta em ter conhecimento de apenas uma irrisória parcela do que ocorreu naquela efadonha época. Se tiver oportunidade, assista ao documentário ‘Nazismo Nunca Mais’, de Ben Abraham: ele é escritor, jornalista e Vice-Presidente Mundial da Associação das Vítimas do Nazismo. É mais uma lição àqueles que ainda pensam que o Holocausto não existiu! =]

  3. Nossa, Marcos! Você sabe que eu sou suspeita quando se trata de textos sobre o Reich ^^ E essa é uma história que mexe demais com seres humanos (estou falando de seres humanos, reais!). Seu post está demais!!!

  4. Rodrigues Marcos Diz:

    Obrigado pelos comments pessoal, esse texto ganhou vida própria, eu planejei escrever de outro jeito e ele saiu assim, na empolgação! =]
    Obrigado pela dica Rê, realmente é dificil de acreditar que alguem negue a existência do holocausto, melhor eu nem comentar mais nada.

  5. Foi um horror o que aconteceu com judeus. A parte que mais me interessou foi a história de Helen Hirsch, que foi trazida por Goeth dos campos de concentração e levada para sua casa, onde era tratada como uma verdadeira escrava. Aqui no Brasil, durante a 2ª Guerra Mundial, as famílias alemãs eram caçadas e tinham esconderijos no porão de suas casas. Inclusive era proibido falar o idioma alemão em cidades como Blumenau e Pomerode, colonizadas por alemães.

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