Sum 41 – Does This Look Infected? (2002)
Essa é a última das resenhas que o Fila me enviou, espero que ele cumpra com o prometido e me mande as outras duas (a bem da verdade eu me comprometi a escrever mais umas 5 ou 6, mas até aí o blog é meu e se eu escrevo ou não é problema meu..rs), essa banda eu conheço bem pouco, praticamente só vi a jam com Tommy Lee e Rob Halford que o Fila citou e a musica do clipe ai… mas acho essa bem legal, melhor ainda porque ironiza justamente as bandinhas chatas dos 2000 (The Strokes, The Hives, the Vines, The White Stripes, me ocorreu agora, eles achavam que estavam inovando alguma coisa? Porque uns 40 anos antes deles tiveram uns tais de The Beatles, The Rolling Stones, The Kinks, The Monkeys, The Doors… ), bem, sem mais delongas com vocês Fila, o diplomata:
Ta bom, eu sei que o intuito da resenha é ressaltar a importância das bandas surgidas na virada do milênio, ou seja nos anos 2000. E como é do conhecimento de alguns e principalmente do Wikipédia, a banda canadense Sum 41 iniciou as suas atividades no ano de 1996, porém só em 2000 que a banda lançou o seu primeiro álbum “Half Hour Of Power”
Bem, iniciando com uma breve biografia da banda, o Sum 41 foi formado pelos jovens: Deryck Whibley (Vocal e Guitarra), Dave Baksh (Guitarra), Jason MacCaslin (Baixo) e Steve Jocz (Bateria). O que difere o Sum 41 das principais bandas do chamado “Poppy Punk” da epoca, é a versatilidade musical da banda, onde a mesma mescla diversos estilos musicais em uma só canção, entre eles, Rap e até mesmo Heavy Metal (Não é a toa que a banda já realizou uma jam session com ninguem mais ninguem menos que Tommy Lee e Rob Halford e participou da homenagem ao Metallica no Mtv Icon tocando o medley: From Whom The Bell Tolls/Enter Sadman/Master of Puppets), além do habitual Punk Rock, referencias que são altamente percebidas no já citado disco de estréia do Quarteto: “Half Hour Of Power”.
No ano seguinte, o Sum 41 repete a formula musical só que dessa vez alcança o sucesso mainstream com o super bem sucedido “All Killer No Filler” que contava com os hits: Fat Lip e InToo Deep (ambas fizeram parte da trilha sonora do filme adolescente American Pie II). Porém algo mais tenebroso estava por vir.
Em 2002 a banda se tranca em estudio e lança no mesmo ano (na minha humilde opinião) o melhor disco de toda a carreira do Sum 41, o nervoso:” Does This Look Infected?”. Ao contrario dos albuns anteriores “Does This Look Infected?”ainda repete a formula musical onde se difundia a energia e rapidez do Punk/Hardcore, os vocais de hip-hop e o peso do Heavy Metal, só que dessa vez a influencia metal ficou mais explicita, o que se percebe nos “pesadérrimos” riffs de guitarras, nos solos dobrados, no baixo cavalgado e na bateria aceleradissima.
“The Hell Song”, o primeiro single do album, já abre o disco com um poppy punk sim, porém diferente de todos os já executados pela banda em albuns anteriores. “Hell Song” tem um andamento acelerado e guitarras pesadas (o fato de Deryck e Dave afinarem suas guitarras meio tom abaixo do já utilizado, contribuiu muito para o peso do disco). Um grande destaque fica para o elaborado solo de guitarra do Dave, e os gritados vocais de Deryck, alcançando notas altissimas. Outro grande destaque fica para o engraçadissimo Videoclipe da canção
O disco segue com os excelentes Hardcore’s: “Over My Head (Better Off Dead)” e” My Direction”, um perfeito aperitivo para o massacre sonoro que estava por vir: “Still Waiting”. Na minha opinião não é somente a melhor musica do Does This Look Infected?, mas sim a melhor musica de toda a carreria do Sum 41, um Punk Rock nervoso, sem frescuras, onde Deryck mas uma vez se destaca com o seu agressivo vocal, as guitarras pesadas mais uma vez se faz presente, porém o grande destaque fica para os arranjos de bateria com o uso abusivo dos doubles (até então utilizado somente por bateristas de metal). Até o Marcos chefe-mor desse blog já confessou gostar muito dessa musica. Não é a toa que virou single.
O Album segue com a pesada e curta “A.N.I.C”, onde os doubles se faz presente novamente. “No Brains”, a proxima, pela introdução já se imagina uma canção com os caracteristicos vocais hip-hop, mas ai que vc se engana meu caro leitor (aqui caberia a famosa citação de Zagalo), apesar do andamento incial, “No Brains” se transforma em um brutal Hardcore, com grande destaque nos afinadissimos Backing Vocals de Jason e Dave. O disco prossegue com a animadissima “All Messed Up” que relembra o velho Sum 41 poppy punk, mesmo assim há um peso sobre a canção.
“Mr. Amsterdam” é a representante clara do Heavy Metal no album. O caracteristico solinho de guitarra na introdução, os pesados riffs, os berros guturais, o double na bateria, é de fazer qualquer Headbanger chacoalhar a cabeleira. Outra grande surpresa fica por conta de “Thanks for Nothing” que pela introdução de guitarra denunciava vir uma grande balada, mas “fomos surpreendidos novamente” com um Punk Rock rapido onde o baterista Steve faz os seus tradicionais vocais Hip-Hop.
Após o excelente Hardcore “Hyper-Insomnia-Para-Condrioid”. O disco encerra com as duas poderosas e pesadas “Billy Spleen” e “Hooch”. Na primeira após uma introdução de guitarra distorcida surge um esporro sonoro altamente pesado (Heavy Metal se fazendo presente de novo) que se transforma em uma batida swingada onde Deryck e Dave dividem os vocais com enorme furia. Já “Hooch”, faz lembrar The Offspring logo na introdução, mas nada que venha ferir a criatividade sonora do Sum 41, pois os elementos musicais da banda se faz presente na canção, que após um andamento Punk Rock, um solo de guitarra digno de metal, ela se encerra serenamente a voz e guitarra, dando assim o seu tchau.
Após essa obra-prima o Sum 41 lançou mais um disco “Chuck”, que apesar de repetir em algumas canções a formula pesada de Does This Look Infected?, a banda emplacou nas principais paradas de sucesso do mundo com duas baladas: “Pieces” e “Some Say”.
No ano de 2006 enquanto Deryck aproveitava sua de mel ao lado da esposa Avril Lavigne, o Sum 41 sofre sua primeira baixa, a saida do guitarrista Dave, que descontente com a sonoridade do futuro album da banda, deixa a mesma para se dedicar integralmente ao seu recem formado grupo de metal “Brown Brigade”. No ano seguinte Underclass Hero é lançado, um bom album, mas sem a agressividade e o toque metal que fizeram do Sum 41 uma das melhores e versatis banda de Punk Rock da atualidade.