Symfonia – In Paradisum (2011)
Porra, Timo Tolkki, clone do Stratovarius não!!!
Passado o desabafo inicial, vamos ao que interessa, confesso que estava bastante curioso de como seria o resultado final do projeto Symfonia (o nomezinho!), um supergrupo que reúne nomes do primeiro time do Power Metal mundial – do goleiro ao ponta esquerda – o Milli Vanilli do metal, Timo Tolkki (ex-Stratovarius e “ex”-Revolution Renaissance , guitarra), André Matos (ex-Viper, Angra, Virgo e Shaman, vocal), Jari Kainulanen (ex-Stratovarius e atual Evergrey, baixo), Uli Kusch (ex – Gamma Ray, Helloween e Masterplan, Bateria) e Mikko Harkin (ex – Sonata Arctica, teclados), ou seja, só músicos renomados e competentes da cena heavy metal internacional, e o que esperar de grandes músicos senão grandes músicas?
… cri…
… cri…
… cri …
É, infelizmente, não é o caso, o que se ouve aqui é um pastiche do Stratovarius (até o logo da banda e a capa do álbum remete ao “Strato”), banda da qual Timo Tolkki foi compositor, guitarrista e ditador (também vocalista nos 3 primeiros álbuns) até pirar o cabeção, ver duendes e por fim sair da banda, sendo assim prepare-se para uma overdose de guitarras neoclássicas por conta do biruta Tolkki (se é que é ele mesmo que toca) mas que passam longe da inspiração do fodáximo álbum Visions (1996) do Stratovarius, linhas vocais que facilmente são imaginadas na voz do Timo Kotipelto, mas são, de fato, cantadas por André Matos e não combinam com sua voz, os agudos que soariam cristalinos na voz do baixinho finlandês soam irritantes na voz do brasileiro, o habitual baixo discreto de Jarí e as linhas velozes de bateria do alemão Jorg Michael… ops…. Uli Kusch, é sério, o extremamente técnico e criativo Uli Kusch , responsável por trabalhos espetaculares de bateria, soa exatamente com o Jorg Michael, aqui cabe uma ressalva, eu gosto dos dois, ambos são muitos bons, mas cada um dentro do seu estilo, Uli mais técnico, Michael mais veloz e preciso (e altamente performático).
Resumindo, nesse álbum tudo soa como se fosse requentado, sem brilho e sem criatividade, muito abaixo do que esse Dream Team poderia apresentar, não conferi quem compôs o que, mas dá a impressão q o senhor Tolkki compôs tudo, exatamente como na época da sua ex-banda (afinal, eu baixei o álbum), talvez se o André e o Uli tivessem mais liberdade pra soar como eles mesmos o resultado final pudesse ser diferente, e olha que nem precisaria soar muito original, bastaria uma mistura equilibrada de todas as ex-bandas dos integrantes do Symfonia.
