U2/Muse (Estádio do Morumbi – São Paulo – SP) 09/04/2011

O palco do U2 antes do show(foto by Fila)
O que define um grande show? Seria uma banda consagrada tocando grandes músicas num palco enorme para um estádio lotado? Efeitos especiais, luzes, pirotécnica? Um “quê” teatral talvez? Sim, tudo isso cabe na definição de um grande show, eu tive a oportunidade de ver alguns grandes shows, e tudo o que é trazido para o espetáculo, como o Kiss com sua pirotecnia, Gene cuspindo fogo e vomitando sangue, Tommy soltando fogos pela guitarra, bateria do Eric suspensa, Paul cantando num mini-palco no meio da galera ou o Iron Maiden com seu habitual palco-cenário, panos de fundo e Bruce Dickinson vestido conforme a música, Eddie gigante andando no palco, outro Eddie que solta fogos pelos olhos, além dos mais variados tipos de jogos de luzes, mas em termos de palcos, efeitos e show, não há nada, nada, que eu já tenha visto (ou possivelmente que ainda vá ver) que se compare a esse show, o U2 360°. Vale lembrar que o conceito de palco 360° não é novo e nem começou com o U2, o Metallica já usou isso na turnê do Black Album 20 anos atrás, mas o U2 soube empregar esse recurso de uma maneira que foi muito além do que a turma do Lars Ulrich, como por exemplo, com a utilização de um telão fantástico, de altíssima definição e também em 360°, sobre o palco (e logo abaixo da estrutura que parecia uma aranha mecânica gigante o.O), mas minhas palavras são muito pouco precisas e demasiado estáticas pra descrever tudo o que eu vi e ouvi nesse dia, quem não teve a oportunidade de ir (o que foi normal, dada a putaria na venda dos ingressos e aos, já habituais, preços pornográficos) tente assistir a um DVD, assim poderá ao menos ter idéia do que Bono, The Edge, Larry e Adam são capazes.
Agora, sejamos coerentes com a ordem cronológica dos fatos, e comentemos um pouco do show do Muse, no meu post anterior, escrevi que não conhecia praticamente nada da banda e que estava esperando que me surpreendessem, o que fizeram, mas omiti um outro fato, eu tenho aversão a quase tudo que críticos falam demais, exaltam demais, endeusam demais e o dito “Rock Alternativo” não é lá uma das minhas paixões, e o Muse queimou minha língua fazendo um puta show, eu continuo sem saber o nome daquelas músicas, mas que elas são boas, disso eu não tenho dúvida. Há quem compare o Muse ao Radiohead, na minha opinião, uma comparação descabida, Radiohead um dia tocou Pop, Rock ou whatever, hoje faz uma coleção de experimentos que pode ser chamado de tudo, menos de musica, já o Muse me lembrou um pouco o Smashing Pumpkins, tem músicos extremamente competentes e fazem um som bastante experimental, psicodélico, mas movido a guitarras pesadas como deve ser uma banda de Rock (tanto que rolou até um trecho de Back In Black em uma musica), tudo isso inserido numa levada hipnótica, prometo a mim mesmo conferir melhor o trabalho desses caras!
Depois de 45 minutos muito bem aproveitados pelos caras do Muse, aquele intervalo pra equipe aprontar o palco e de repente, começa ecoar Trem das Onze no estádio, uma homenagem bem paulistana dos caras do U2 pra gente (eu tinha visto um set-list no Uruguai, e eles fizeram algo parecido por lá), depois Space Oddity do camaleão David Bowie, e finalmente, U2 no palco, já na segunda musica, o primeiro clássico I Will Follow, algumas musicas mais recentes e uma seqüência matadora: Elevation, Until The End Of The World, I Still Haven’t Find What I’m Looking For (Pizza? #piadainterna), Stuck In A Moment, Beautiful Day, In A Little While, Miss Sarajevo (até que o Bono cantou bem a parte do Pavarotti! Kkk), City Of Bliding Lights (essa teve um jogo de luzes sensacional e o momento mais fenomenal do palco, o telão se abrindo e ficando gigantesco) e Vertigo, logo veio a inevitável Sunday Bloody Sunday, a bela Walk On e a ainda mais bela One (abrilhantada por um trechinho de Help, daquela banda de Liverpool, que o Bono na guitarra e voz) encerrando o show com Where The Streets Have No Name, no mais que óbvio bis, a melhor trilha sonora de um filme porcaria, Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me, aquela outra musica inevitável With Or Without You e o encerramento com o Moment Of Surrender do último álbum, No Line On The Horizon.
Concluir, resumir ou encerrar o texto é tão difícil quanto descrever o show, inesquecível é uma palavra que chega perto da sensação, o palco e os efeitos (e todos os espaços do estádio tomados) foram embasbacantes, o mala Bono Vox realmente canta pra caralho e é um verdadeiro showman, suas musicas tem vida e alma próprias que nos tocam nas nossas próprias almas, talvez ter comprado o ingresso errado (arquibancada em vez da sagrada pista) no meio daquela orgia que foram as vendas não tenha sido errado, pq a visão de lá de cima estava muito boa e com a vibração das arquibancadas parecia que o próprio estádio curtia e agitava com a gente, verdade seja dita, encerrar um show desse naipe com uma musica de um CD novo, tendo deixado de lado Pride (In The Name Of Love) e New Year’s Day não é pra qualquer um! Agora, um fato que quase ia me escapando, essa turnê já é uma das (ou é a) mais lucrativas de todos os tempos, sabendo disso e vendo e ouvindo tudo o que vi e ouvi nesse show, digo que talvez o U2 esteja no limiar entre as bandas comerciais e as que encaram musica como arte, e talvez, hoje, o U2 seja a maior de todas essas bandas, de ambos os lados.
PS: Único inconveniente, “flanelinhas” querendo cobrar até R$150,00 para estacionar os carros, faça me o favor, né?
abril 15, 2011 às 10:12 am
Sem palavras pra esse setlist…só posso dizer que eu estou deprimida por não ter conseguido ir =(
abril 16, 2011 às 9:59 am
Nenhuma outra turnê JAMAIS poderá ser comparada com a 360°!
Muito, muito, muito foda.
Fui na quarta, teve Seu Jorge rs’
abril 17, 2011 às 8:57 pm
isso não foi mais um show que fui, e sim um mega espetaculo,tbm não estamos falando de qualquer banda, e sim de uma das maiores da atualidade
abril 17, 2011 às 10:23 pm
Eu agradeço a Deus todos os dias por ter me dado vida e saude para poder testemunhar o melhor show do mundo!!!!