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Sum 41 – Does This Look Infected? (2002)

Postado em Recomendados, anos 2000 em Agosto 27, 2009 por Marcos Rodrigues

Essa é a última das resenhas que o Fila me enviou, espero que ele cumpra com o prometido e me mande as outras duas (a bem da verdade eu me comprometi a escrever mais umas 5 ou 6, mas até aí o blog é meu e se eu escrevo ou não é problema meu..rs), essa banda eu conheço bem pouco, praticamente só vi a jam com Tommy Lee e Rob Halford que o Fila citou e a musica do clipe ai… mas acho essa bem legal, melhor ainda porque ironiza justamente as bandinhas chatas dos 2000 (The Strokes, The Hives, the Vines, The White Stripes, me ocorreu agora, eles achavam que estavam inovando alguma coisa? Porque uns 40 anos antes deles tiveram uns tais de The Beatles, The Rolling Stones, The Kinks, The Monkeys, The Doors… ), bem, sem mais delongas com vocês Fila, o diplomata:

Ta bom, eu sei que o intuito da resenha é ressaltar a importância das bandas surgidas na virada do milênio, ou seja nos anos 2000. E como é do conhecimento de alguns e principalmente do Wikipédia, a banda canadense Sum 41 iniciou as suas atividades no ano de 1996, porém só em 2000 que a banda lançou o seu primeiro álbum “Half Hour Of Power

Bem, iniciando com uma breve biografia da banda, o Sum 41 foi formado pelos jovens: Deryck Whibley (Vocal e Guitarra), Dave Baksh (Guitarra), Jason MacCaslin (Baixo) e Steve Jocz (Bateria). O que difere o Sum 41 das principais bandas do chamado “Poppy Punk” da epoca, é a versatilidade musical da banda, onde a mesma mescla diversos estilos musicais em uma só canção, entre eles, Rap e até mesmo Heavy Metal (Não é a toa que a banda já realizou uma jam session com ninguem mais ninguem menos que Tommy Lee e Rob Halford e participou da homenagem ao Metallica no Mtv Icon tocando o medley: From Whom The Bell Tolls/Enter Sadman/Master of Puppets), além do habitual Punk Rock, referencias que são altamente percebidas no já citado disco de estréia do Quarteto: “Half Hour Of Power”.

No ano seguinte, o Sum 41 repete a formula musical só que dessa vez alcança o sucesso mainstream com o super bem sucedido “All Killer No Filler” que contava com os hits: Fat Lip e InToo Deep (ambas fizeram parte da trilha sonora do filme adolescente American Pie II). Porém algo mais tenebroso estava por vir.

Em 2002 a banda se tranca em estudio e lança no mesmo ano (na minha humilde opinião) o melhor disco de toda a carreira do Sum 41, o nervoso:” Does This Look Infected?”. Ao contrario dos albuns anteriores “Does This Look Infected?”ainda repete a formula musical onde se difundia a energia e rapidez do Punk/Hardcore, os vocais de hip-hop e o peso do Heavy Metal, só que dessa vez a influencia metal ficou mais explicita, o que se percebe nos “pesadérrimos” riffs de guitarras, nos solos dobrados, no baixo cavalgado e na bateria aceleradissima.

“The Hell Song”, o primeiro single do album, já abre o disco com um poppy punk sim, porém diferente de todos os já executados pela banda em albuns anteriores. “Hell Song” tem um andamento acelerado e guitarras pesadas (o fato de Deryck e Dave afinarem suas guitarras meio tom abaixo do já utilizado, contribuiu muito para o peso do disco). Um grande destaque fica para o elaborado solo de guitarra do Dave, e os gritados vocais de Deryck, alcançando notas altissimas. Outro grande destaque fica  para o engraçadissimo Videoclipe da canção

O disco segue com os excelentes Hardcore’s: “Over My Head (Better Off Dead)” e” My Direction”, um perfeito aperitivo para o massacre sonoro que estava por vir: “Still Waiting”. Na minha opinião não é somente a melhor musica do Does This Look Infected?, mas sim a melhor musica de toda a carreria do Sum 41, um Punk Rock nervoso, sem frescuras, onde Deryck mas uma vez se destaca com o seu agressivo vocal, as guitarras pesadas mais uma vez se faz presente, porém o grande destaque fica para os arranjos de bateria com o uso abusivo dos doubles (até então utilizado somente por bateristas de metal). Até o Marcos chefe-mor desse blog já confessou gostar muito dessa musica. Não é a toa que virou single.

O Album segue com a pesada e curta “A.N.I.C”, onde os doubles se faz presente novamente. “No Brains”, a proxima, pela introdução já se imagina uma canção com os caracteristicos vocais hip-hop, mas ai que vc se engana meu caro leitor (aqui caberia a famosa citação de Zagalo), apesar do andamento incial, “No Brains” se transforma em um brutal Hardcore, com grande destaque nos afinadissimos Backing Vocals de Jason e Dave. O disco prossegue com a animadissima “All Messed Up” que relembra o velho Sum 41 poppy punk, mesmo assim há um peso sobre a canção.

“Mr. Amsterdam” é a representante clara do Heavy Metal no album. O caracteristico solinho de guitarra na introdução, os pesados riffs, os berros guturais, o double na bateria, é de fazer qualquer Headbanger chacoalhar a cabeleira. Outra grande surpresa fica por conta de “Thanks for Nothing” que pela introdução de guitarra denunciava vir uma grande balada, mas “fomos surpreendidos novamente” com um Punk Rock rapido onde o baterista Steve faz os seus tradicionais vocais Hip-Hop.

Após o excelente Hardcore “Hyper-Insomnia-Para-Condrioid”. O disco encerra com as duas poderosas e pesadas “Billy Spleen” e “Hooch”. Na primeira após uma introdução de guitarra distorcida surge um esporro sonoro altamente pesado (Heavy Metal se fazendo presente de novo) que se transforma em uma batida swingada onde  Deryck e Dave dividem os vocais com enorme furia. Já “Hooch”, faz lembrar The Offspring logo na introdução, mas nada que venha ferir a criatividade sonora do Sum 41, pois os elementos musicais da banda se faz presente na canção, que após um andamento Punk Rock, um solo de guitarra digno de metal, ela se encerra serenamente a voz e guitarra, dando assim o seu tchau.

Após essa obra-prima o Sum 41 lançou mais um disco “Chuck”, que apesar de repetir em algumas canções a formula pesada de Does This Look Infected?, a banda emplacou nas principais paradas de sucesso do mundo com duas baladas: “Pieces” e “Some Say”.

No ano de 2006 enquanto Deryck aproveitava sua de mel ao lado da esposa Avril Lavigne, o Sum 41 sofre sua primeira baixa, a saida do guitarrista Dave, que descontente com a sonoridade do futuro album da banda, deixa a mesma para se dedicar integralmente ao seu recem formado grupo de metal “Brown Brigade”. No ano seguinte Underclass Hero é lançado, um bom album, mas sem a agressividade e o toque metal que fizeram do Sum 41 uma das melhores e versatis banda de Punk Rock da atualidade.

Videoclipe:
Still Waiting:

Velvet Revolver – Contraband (2004)

Postado em Recomendados, anos 2000, resenhas em Agosto 20, 2009 por Marcos Rodrigues

Boa noite, meus queridos! Mais um textículo do Fila, banda extremamamente aprovada!!!

Anos 2000!!! O ano do questionamento: será que o Bug do Milenio realmente iria acontecer? Será que a profecia de Nostradamus iria se cumprir? Porém a maior duvida que ainda virava o milenio era: Será que esse ano sai o novo album do Guns n’ Roses?

Para infelicidade e tristeza geral dos fãs ardosos da “Banda mais perigosa do mundo” ele saiu, depois de muita enrolação e foi sinônimo de frustação para todos, mas bem antes desse mico musical e após o suposto “fim” da banda, uma outra grande banda surgiu nesse meio tempo e conseguiu deixar a sua marca registrada na historia do Rock mundial, estou falando do “Velvet Revolver”.

Após sua saída (ou expulsão – entenda como quiser) do Guns n’ Roses, Slash andou se aventurando em carreira solo e em projetos não tão bem sucedidos (como o caso do Slash’s Snakepit), após as suas aventuras e desventuras, o mesmo junto com os ex-Guns também Duff McKagan (Baixo) e Matt Sorum (Bateria) decidem montar uma banda, Izzy Stradlin que fazia 2ª Guitarra na classica formação do Guns n’ Roses chegou a ser convidado para integrar a banda, mas após recusar o convite, a banda fez de Dave Kushner, o mais novo integrante.

E para assumir os vocais um dos maiores icones dos anos 90, o ex-Junkie-Man e ex- Frontman do (na epoca fálido) Stone Temple Pilots, Scott Weiland. Com esse time de feras estava formado o Velvet Revolver, a mais importante banda dos anos 2000.

Após o lançamento da canção “Set Me Free” para a trilha sonora do filme o Hulk, o quinteto (Fantástico?) entra em estudio e no ano de 2004 lança o todo poderoso “Contraband”.

Contraband é um casamento perfeito entre o Hard Rock, Rock de Garagem e Punk Rock, mostrando que simplicidade musical também é uma virtude.

Os principais destaques do albuns são os singles: Slither, a acelerada Dirty Little Thing, a belíssima balada Fall to Pieces onde Slash nos presenteia com um solo característico que esta lado-a-lado com os já clássicos solos de “Sweet Child o’ Mine” “Estranged” e “Paradise City”, além da grande interpretação de Scott Weiland. Além da já citada “Set me Free”.

Porém eu ouso a dizer que o disco todo merece destaque, desde a abertura com as nervosas: “Sucker Train Blues” e “Do It For The Kids”, passando pela “tinha-tudo-pra-ser-hit” Big Machine, além das minhas favoritas: “Spectacle”, “Headspace”, “Superhuman” essa ultima usa e abusa de elementos eletronicos.

Bem Eu poderia passar o dia inteiro falando da magnitude de Contraband, mas o post excederia o limite de caracteres permitidos e seria uma tremenda falta de educação da minha parte agir assim em um blog que nem é meu hehe, mas antes de encerrar eu gostaria de criar uma polemica afirmando que há 18 anos atras o Guns N’ Roses lançou dois albuns simultaneamente que de certa forma foi marcante para a historia do Rock. Treze anos depois tres integrante da mencionada banda sem pretenção nenhuma lança um album super simples em termos de produção, porém muito mais sincero e mais verdadeiro que o tão badalado Use Your Ilusion. Isso sim é Rock!!!

Nota do Marcos: Esse cabeçudo esqueceu do clipe: Lá vai, Dirty Little Thing…. Get Away, Get Awaaaay….rsrsrs


Taylor Hawkins & The Coattail Riders – Taylor Hawkins & The Coattail Riders (2006)

Postado em Recomendados, anos 2000, resenhas em Agosto 18, 2009 por Marcos Rodrigues

Conforme prometido, voltamos a coluna dos anos 2000, dessa vez com um texto escrito pelo Fila, confesso que não conhecia o projeto, mas fiquei impressionado com a desenvoltura do moço com as baquetas e vocais ao mesmo tempo!

Fila, me desculpe por ter substituído o link que do Clipe que você me mandou, mas eu não estava conseguindo fazer o embedded com aquele, mas acho que veio bem a calhar esse outro, pois é ao vivo e vem com a intro da YYZ do Rush de bônus! Agora deixo os diplomatas com as palavras do Fila:

Revelado na banda de ninguém mais, ninguém menos que Alanis Morrissete, e aclamado no Foo Fighters, uma das melhores bandas de rock da atualidade, nada mais precisaria provar o baterista Taylor Hawkins não é mesmo? Mas como diria o mestre Zagallo: “Ai sim fomos surpreendidos novamente”.

No ano de 2006, Taylor Hawkins nos presenteia com o seu projeto solo intitulado de “Taylor Hawkins & The Coattail Riders”. A banda conta com: Gannin nas guitarras e Chris Chaney seu parceiro de cozinha nos tempos de Alanis Morissete no baixo. Além de Taylor Hawkins que com muita competência e técnica assume as baquetas e nos surpreende mais uma vez, como o vocalista principal desse projeto. Ele já havia feito essa experiência com o Foo Fighters pela primeira vez interpretando o Classico “Have a Cigar” do Pink Floyd (com a participação mais do que especial de Brian May nas guitarras) que entrou na Trilha Sonora do Filme Missão Impossivel II. E depois no álbum “In Your Honor”, onde canta a belissima “Cold Day in the Sun”.

É claro que semelhanças e comparações com a sonoridade do Foo Fighters sempre irão surgir, mas eu arrisco a dizer que o que grande diferencial do projeto solo do Taylor Hawkins, além de seus vocais, é a maneira como o mesmo toca o seu instrumento. Em inúmeras entrevistas Taylor já admitiu não ter liberdade musical dentro do Foo Fighters, que pelo fato de Dave Grohl ser um consagrado baterista, ele limita as idéias de Hawkins, fazendo com que só a sua idéia e sua maneira de tocar prevaleça. Portanto se no Foo Fighters, Taylor Hawkins não tem liberdade musical, nesse debut álbum de sua banda ele deixa bem claro que teve toda liberdade possível, pois os arranjos de bateria estão super elaborados, o que deixa a impressão de ser um cd feito especialmente para bateristas (assim como os de Satriani para os guitarristas, e Marcus Miller para os baixistas).

“Louise” a faixa de abertura é um exemplo bem claro dessa tese, a dificílima introdução de bateria e o andamento da mesma em todo o decorrer da musica nos faz questionar: “Seria Taylor capaz de executar essa musica ao vivo, cantando e tocando?” pior que Ele consegue. A musica em si é um Pop –Rock animado, como Foo Fighters (ta vendo? É impossível não lembrar deles) e Taylor como já previsto nos mostra um grande cantor.

“Walking Away” a próxima canção tem uma levada mais pesada, mais grunge, mas sem fugir do contexto sonoro do disco. Já “Running in Place” é um grande destaque que merece ser analisado devido a sua mudança constante de sonoridade no decorrer da canção, ela se inicia a voz e violão, depois se incorpora aos instrumentos restantes tornando se uma linda balada, passado o refrão ela cai levemente o ritmo e vai se entregando aos poucos a uma batida Rock n’ Roll 70’s, quando menos esperamos somos surpreendidos com uma pegada Rock n’ Roll/Jazzista onde Taylor Hawkins abusa do virtuosismo e executa em sua bateria contra-tempos que deixaria até o mais fã de Mike Portnoy de queixo caído.

Outros grandes destaques do disco são: a belssima balada “End of the Line”, a também surpreendente “Wasted Energy”, com sua introdução folk/Country que se transforma em um Rock de primeira, “Get Up I Want to Get Down” onde mais uma vez Taylor prova ser um baterista virtuoso, executando elaborados contra-tempos. E “You Drive Me Insane” um Rock n’ Roll básico, onde Hawkins demonstra não ser apenas um excelente baterista, mas um grande vocalista, minha canção favorita.

No momento o Taylor Hawkins & The Coattail Riders, se encontra parado, um imenso desperdício pois além de ser uma super banda com canções geniais, esse seria o momento propicio para a ascensão do grupo, já que o Foo Fighters anunciou hiato desde o ano passado sem previsão de volta.

No entanto esse disco veio acima de tudo mostrar que apesar de sua imensa carreira como baterista, Taylor Hawkins tinha muito ainda o que provar e simplesmente provou.

Videoclipe: Louise

Shaman – Ritual (2002)

Postado em Recomendados, anos 2000 em Julho 29, 2009 por Marcos Rodrigues

O Shaman foi fundado em 2000,depois dos desentendimentos que resultaram na saída de 3 membros do Angra, o vocalista André Matos, o Baixista Luís Mariutti e o baterista Ricardo Confessori, juntando-se a eles o guitarrista Hugo Mariutti, irmão do baixista Luís, o nomeda banda vem da musica “The Shaman” do álbum Holy Land do Angra e dos temas que a banda procurava para suas musicas. Mais tarde tiveram que mudar o nome para Shaaman, por problemas de patente, lançaram mais um álbum com essa formação, o fraco Reason (2005) que não segue a linha do primeiro álbum (uma pena..) e se separam, ficando só o baterista Confessori, junto com outros músicos que lançou o disco Immortal (2008), atualmente a banda se encontra parada, devido a volta de Ricardo Confessori ao posto de baterista do Angra.

O Shaman consegue inovador nesse álbum, soando parecido com o Angra da formação clássica, mas com sensíveis diferenças que tornam esse álbum bastante interessante, como o trabalho de guitarras de Hugo Mariutti, com solos menos técnicos e mais bem encaixados que os do Kiko Loureiro, além de bases e riffs mais pesados (inspirados nos guitarristas que passaram pela banda do Ozzy Osbourne, como o mesmo citou em entrevistas da época), e também o fato do André Matos estar voltando a cantar em tons mais agudos no estilo que o consagrou – e que ele havia abandonado no álbum Fireworks (1998) do Angra – e, principalmente pela temática e sons de fora do Heavy Metal que a banda buscou para o álbum, enquanto que, no Angra, a musica brasileira e a musica clássica caminhavam junto com o Metal, no Shaman eles resolveram abrir o leque buscando referencias em sonoridades de musicas de diversos países, rendendo o apelido de “World Metal” dado por alguns (em alusão a World Music, que tem o mesmo principio), mas indo mais afundo ainda, as letras versam sobre religiões e rituais (daí os nomes, além do da banda, o do álbum) desses países. Vou falar mais especificamente sobre algumas faixas de maior destaque pra exemplificar melhor:

Ancient Winds: é uma musica instrumental que serve como introdução do álbum, não uma intro propriamente dita, já que é bastante longa pra isso, é conduzida principalmente por teclados e alguma percussão, juntando vários sons “ambientes” num clima bastante misterioso, prepara bem o ouvinte para o espírito do álbum.

Here I Am: faixa mais rápida e pesada do disco (excetuando Pride), é também a que lembra mais os tempos de Angra, embora aqui Hugo Mariutti já comece a colocar suas manguinhas de fora.

For Tomorrow: Em minha opinião, a melhor música do álbum, a introdução gravada com violões e flautas de bambu, típica dos países andinos (todo mundo já viu aqueles tiozinhos tocando/vendendo CD’s gravados nessas flautas, ou mesmo tocando ao vivo, principalmente nos centros de grandes cidades…rs), a “latinidade” no andamento da musica, os vocais mais contidos no começo, crescendo durante a musica e a bela letra a tornam muito especial!

Time Will Come: a primeira musica da banda a aparecer na mídia, fora lançada antes, numa outra versão, num Promo-CD, aqui numa versão mais caprichada, desde a intro ao piano, até o refrão melódico e com direito até a solo de gaita de fole no meio da musica!

Over Your Head: essa versa sobre os ataques terroristas de 11/09/2001 e tem propositalmente uma sonoridade árabe, contando, inclusive, com instrumentos de percussão árabe, uma letra “profética”, e pra completar a salada, um solo de violino elétrico, com distorção e wah wah, gravado pelo grande musico Marcos Vianna (Sagrado Coração da Terra), desembocando num solo de teclado feito por Derek Sherinian (Dream Theater, Malmsteen, Planet X, etc etc..), posso chamar de salada bem temperada…rs

Fairy Tale: Foi composta na época do Fireworks do Angra ainda, sendo deixada de fora por seu forte acento folclórico (celta), tendo como intro um trecho de uma peça para coro renascentista (que não me lembro o nome nem o autor, e estou com preguiça de pesquisar à 1:30 da manhã, só lembro de ter visto um grupo cantá-la =P ), é uma balada conduzida ao piano por André Matos, alternando entre vocais contidos nas estrofes e extremamente agudos nos refrões, e passagens acústicas e pesadas respectivamente. A curiosidade por conta dessa musica é o fato dela ter entrado na trilha sonora da novela “O Beijo do Vampiro” da Rede Globo, tornando-se a faixa mais conhecida do álbum e da banda.

Ritual: Misteriosa, pesada e cadenciada, a letra descreve o tal “Ritual”, resume bem o álbum, tanto musicalmente, quanto liricamente.

Pride: Quase uma bônus track, pois está bem deslocada do resto do álbum, foi composta já no estúdio de gravação, enquanto os membros da banda passavam um som do Motorheäd (!!), portanto é bem rápida e pesada, nela o vocalista Tobias Sammet (Edguy) retribui a participação de André no seu projeto Avantasia. Mas mesmo fora do “escopo” do álbum é bem legal pra fazer cara de mau, banguear e fazer \m/ com a mão…hahahah.

Pra Ilustrar a matéria, justamente a música da novela, Fairy Tale e seu caprichadíssimo clipe, com a participação da modelo Pietra Ferrari nos agraciando com sua beleza (ai.. ai…):

Masterplan – Masterplan(2003)

Postado em anos 2000 em Julho 25, 2009 por Marcos Rodrigues

O Masterplan foi formado inicialmente pelos então integrantes do
Helloween, Roland Grapow (guitarra) e Uli Kusch (Bateria), descontentes com o som feito pela banda no álbum The Dark Ride, e ouvindo muito o som de bandas progressivas como Symphony X, eles montam um projeto paralelo que deveria ser Prog e que contaria, inclusive, com a participação do vocalista do próprio Symphony X, Russel Allen, mas como ambos foram “convidados a se retirar” do Helloween, assim o Masterplan se tornou a banda principal dos dois, mas Russel acabou não participando da banda, para seu lugar foi recrutado o fenomenal Jorn Lande (apelidado por alguns de “Cover dele” rsrs), que acabara de sair do Ark, para o baixo o ex-integrante do Iron Savior, Jan S. Eckert e para o teclado, o musico de apoio do Gamma Ray, Axel Mackenrott (apesar dos teclados no álbum terem sido gravados por Janne Wirman do Children Of Bodom).

Ao contrário do que era de se esperar, os caras não foram tão fundo no Prog, mas juntaram referências vindas do Metal Melódico que faziam no Helloween, mas dando uma cara mais moderna e pesada e acrescentaram também algo do Hard Rock dos anos 70, assim fazendo um som com cara atual mas com um pé no passado, dando a deixa perfeita para o Jorn fazer um golaço de placa atrás do outro soltando sua voz versátil em interpretações fenomenais. Outro diferencial da banda está trabalho de guitarras de Roland Grapow, despejando riffs pesados e solos certeiros, eficientes, que complementam perfeitamente as musicas, diferente das bases mais alegres feitas no Helloween ou dos solos neoclássicos de seus álbuns solo (ou cópias descaradas do Malmsteen, como queiram), já a batera precisa e técnica de Uli Kusch dispensa comentários para quem ouviu seus álbuns no Helloween, os teclados também contribuiam para criar um clima misterioso/melancólico em torno do som da banda. Quanto às musicas, fica difícil destacar alguma individualmente, já que o álbum é bastante homogêneo em termos de qualidade e nivelado por cima! Mas posso citar o primeiro single, Enlighteen Me, pesada, cadenciada e misteriosa, algo totalmente inesperado pelos fãs na época, a veloz e de refrão forte Crawling From Hell, a totalmente Helloween dos anos 80 Heroes, com a participação do próprio ex-vocalista (e arroz-de-festa) do Helloween, Michael Kiske, fazendo um dueto dos sonhos com o Jorn, sem esquecer da balada “whitesnakeana” When Love Comes Closer (balada falando de dor-de-cotovelo com o Jorn cantando vai sempre lembrar Whitesnake, não adianta).

Vale lembrar que esse álbum vinha numa embalagem bastante caprichada, que incluía, além do álbum em si, o primeiro EP da banda, Enlighteen Me e continha até o clipe da Enlighteen Me, bem legal mesmo!

Depois desse álbum o Masterplan viria a lançar ainda com essa formação o bom Aeronautics, e perderia o batera Uli e o vocal Jorn (que dizem as más ou boas línguas que estaria voltando à banda) e lançaria o álbum MK II, mas isso fica para uma outra hora (igual final de filme do Conan, mano)

Abaixo o Clipe de Enlighteen Me:

Anos 2000 (ou a morte da música)

Postado em anos 2000 em Julho 25, 2009 por Marcos Rodrigues

Inspirado pelos comentários do Fila no post anterior, resolvi fazer uma série de resenhas dos melhores discos das melhores bandas surgidas nos anos 2000, ou que sobrou pra gente ouvir, que não seja Emo, Hip-hop, Musica Eletrônica, ou simplesmente chato demais, as bandas serão: Velvet Revolver, Taylor Hawkins and The Coattail Riders, Chickenfoot (citados pelo Fila), Shaman, Masterplan, The Darkness e Cavalera Cospiracy (os quais eu tomei a liberdade de incluir), a curiosidade fica por conta de que a ÚNICA banda dessas ai que não conta com integrantes/ex-integrantes de outras bandas já conhecidas é o The Darkness….

Ê anos 2000 e seus moleques de S2 partido…..

Bruce Dickinson – Chemical Wedding

Postado em Idols and Influences, Recomendados, anos 2000, resenhas com as tags , em Setembro 29, 2008 por Marcos Rodrigues

Inaugurando o blog eu não poderia deixar de falar sobre isso, mais do que um álbum, foi uma experiência na minha vida! Imagine um moleque de 16 colocando esse CD pra rodar? Uma verdadeira porrada na cara! Pesado, surpreendente, moderno, coeso, acho até que me faltam elogios, na condição de fã, é claro! O álbum é todo baseado na obra do poeta e pintor inglês Willian Blake, desde a capa e o encarte, até o conteúdo lírico.
Desde a abertura com King In Crimson passando pela faixa – título, pela conhecida The Tower, e pela balada com toques folk Jerusalem até o final com The Alchemist (cujos versos finais retornam ao refrão da faixa – título, dando a idéia de um ciclo), o álbum transborda peso e criatividade do trio Bruce, Adrian Smith e Roy Z, nas composições e na execução, tanto nos vocais precisos do “mestre”, quanto na enxurrada de riffs e solos dos dois últimos (na época houve até um boato que eles teriam usado cordas de baixo nas guitarras para aumentar o peso).
Além do fato do álbum ser fantástico, na minha opinião, o melhor da carreira do Bruce, ainda há o fato de eu ter visto meu primeiro grande show justamente nessa turnê, e me lembro bem dele até hoje (ajuda o fato de eu ter o CD Scream for me Brazil e o DVD Anthology, que contém shows da mesma turnê ^^), e acho que ajudou a definir meu gosto musical dessa época em diante. Então pra inauguração do Blog, acho que fica de bom tamanho essa experiência audiovisual presencial.. rsrs