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O Último Reino – Bernard Cornwell

Postado em Ficção em Fevereiro 21, 2009 por Marcos Rodrigues

Não vou apresentar Bernard Cornwell denovo, já escrevi 3 posts sobre ele, quem tiver interesse basta procurar no blog por “As Crônicas de Artur”, “A Busca do Graal” ou “As Aventuras de Sharpe” =P

Estou aqui pra falar de mais uma série de livros do Sr. Cornwell, “As Crônicas Saxônicas”, da qual essa obra é a primeira parte. “As Crônicas” contam a história (real) do rei Alfredo de Wessex (o último reino saxônico numa Inglaterra dominada pelos invasores dinamarqueses) e de seus filhos, para criarem um único reino britânico (saxônico =P) e cristão. Assim como em “As Crônicas de Artur” (onde há o Derfel), Cornwell insere o narrador-personagem Uhtred Ragnarsson (que aqui fica até mais em primeiro plano que o Derfel), filho do ealdörman Uhtred da Nortúmbria, que teve suas terras conquistadas e sua família assassinada durante um dos ataques viking (mais tarde seu tio invejoso assume as terras como vassalo dos dinamarqueses), e acaba sendo adotado pelo earl Ragnar e é criado em meio aos dinamarqueses como se fosse um deles, por acasos do destino Uhtred vai parar do “outro lado”, junto aos saxões de Wessex, lutando pelo rei Alfredo.

O interessante é notar esse dualismo em Uhtred, estando entre os “seus” (apesar de serem reinos saxões Nortúmbria e Wessex eram países diferentes), preferia estar com os dinamarqueses, no entanto tem a obsessão de recuperar a fortaleza e as terras de seu pai na Nortúmbria, pelas próprias mãos (não tento aceito ser empossado pelos dinamarqueses earl naquelas “bandas” pois assim seria mais um fantoche e não um senhor!)

Observações:

1 – Cornwell chama os invasores simplesmente de dinamarqueses e não de vikings como normalmente é feito, e explica que viking era a maneira do ataque, rápido, de surpresa e não o nome dado ao povo em si (eu mesmo me referi a um ataque viking ai no texto).

2 – A série ainda não está terminada, além d’ O Último Reino, existes os volumes: “O Cavaleiro da Morte”, “Os Senhores do Norte” e “A Canção da Espada”, perguntado quantos volumes seriam escritos, o autor disse que seriam mais do que quatro e menos do que doze.

3 – Eu não quis falar muito sobre Alfredo, me focando mais em Uhtred, porque ele age mais “nos bastidores” nesse volume, prefiro falar dele quando tiver oportunidade de ler os outros.

A Busca do Graal – Bernard Cornwell

Postado em Ficção em Outubro 15, 2008 por Marcos Rodrigues

Well, lá vou eu escrever pela terceira vez sobre Bernard Cornwell, e desta vez sobre a primeira obra dele que li, a trilogia A Busca do Graal. Apesar do Graal ser muito ligado as histórias do ciclo arturiano, o autor ambientou esta obra no período da guerra dos cem anos, ocorrida nos séculos XIV e XV entre Inglaterra e França, baseado na lenda que a seita Cátara teria possuído  o Graal e o teríam levado a França, então, obviamente, não vamos ver nem sinal de Arthur nessa historia =]

O livro conta a historia do jovem arqueiro Thomas de Hookton, que tem sua aldeia devastada e pai assassinado pelo vilão conhecido como Arlequim, Thomas jura vingança e parte para em busca do algoz de sua aldeia. Entre muitas idas e vindas Thomas se torna membro de um bando de mercenários, amigo de nobres, é torturado pela inquisição e, finalmente, descobre que tanto ele quanto o Arlequim são descendentes da família Vexille, os cátaros supostos guardiões do Graal.

Nesta obra estão contidos todos os elementos característicos da escrita do sr. Cornwell, ou seja batalhas extremamente bem narradas e detalhadas (e sangrentas =P), forte embasamento histórico e personagem principal cabeça dura rsrs (apesar de culto e inteligente), e sabe de uma coisa? Eu recomendo!

*post atualizado em 18/02/2009 devido a um equívoco cometido pelo editor, o texto original está nos comments. Agradecimentos ao Max Wolf pelo aviso!

Tempo de Matar – John Grisham

Postado em Ficção em Setembro 24, 2008 por Marcos Rodrigues

John Grisham é um ex-advogado americano e ficou muito famoso com o livro (e o filme) O Dossiê Pelicano. Este foi seu primeiro livro (e posteriormente também virou filme), e é muito bom! O livro conta a história de Carl Lee Hailey, um negro que vive no interior dos Estados Unidos, que tem sua filha estuprada e quase morta por dois brancos bêbados e faz justiça com as próprias mãos, o caso toma proporções gigantescas, e acaba envolvendo até a Ku Klux Klan, tudo isso acaba transformando a pequena cidade de Clanton numa praça de guerra. Além de mostrar uma historia muito bem escrita, Grisham levanta várias questões nesse livro, racismo, pena de morte, justiça, jogo de interesses, vale a pena ler.

As Aventuras de Sharpe – Bernard Cornwell

Postado em Ficção em Setembro 21, 2008 por Marcos Rodrigues

Já vou avisando que esse post vai ser grande…
Eu não queria escrever dois posts sobre o Cornwell na seqüência, a intenção era escrever algo sobre o livro os Mortos vivos do Peter Straub, mas como li esse livro há muito tempo, a maior parte da essência dele já me escapou, possivelmente eu o releia e escreva sobre ele no futuro, mas desde já eu o recomendo, pois gostei bastante na época.
Fecha a seção justificação e vamos falar sobre o assunto real, a série As Aventuras de Shape foi a primeira criação de Cornwell, e sua “ficção histórica”, quando ele se casou e se mudou da Inglaterra para os EUA, e é até hoje sua principal obra, foi iniciada nos anos 80 mostrando o oficial britânico Richard Shape em meio as Guerras Napoleônicas, essas obras renderam uma série de filmes para TV produzidos na Inglaterra com o ator Sean Bean (o Boromir de O Senhor dos Anéis) no papel principal, essa série fez bastante sucesso por lá e por isso o autor resolveu escrever outros livros sobre o senhor Sharpe, e é sobre esses livros contando o inicio da saga de Sharpe no exercito inglês que falarei.
Richard Sharpe era um jovem órfão, que vivia de furtos pelas ruas de Londres até ser recrutado pelo sargento Obadiah Hakeswill (guarde esse nome) e ser enviado com seu regimento a Índia na época que a Inglaterra mantinha a Companhia das Índias Orientais (uma organização sem precedentes no comércio mundial, que durou mais de um século e gerou muita riqueza para a coroa britânica), estando na Índia o recruta Sharpe serve sob comando do sir Arthur Wellesley, o posterior Duque de Wellington e muda sua vida, conseguindo se tornar oficial, fato tido como impossível pois ele não tinha o berço e nem o dinheiro necessário para tanto.
Até onde eu li os livros são muito bons, e assim como em As Crônicas de Artur, As Aventuras de Sharpe tem seu enredo muito bem inserido em meio a Historia real, e ainda apresenta um sem número de personagens reais, como o já citado Wellesley.
Curiosidades:
Sharpe tem um jeitão todo Indiana Jones e James Bond de ser, como eu não li os livros “anteriores-posteriores” não sei se o Cornwell já impunha essas características “pops” ao senhor Richard ou se o fez depois, pois esses livros foram escritos para se tornarem filmes no futuro (se tornaram esse ano, o ultimo filme do Sharpe fala exatamente sobre essa primeira “trilogia” na Índia).
A série não foi escrita em ordem cronologia e possui 21 livros sendo somente 7 lançados no Brasil, e estão sendo lançados aqui em ordem cronológica o que é bem legal, pena que demorem muito tempo entre um lançamento e outro…

As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell

Postado em Ficção em Setembro 16, 2008 por Marcos Rodrigues

Bem, como vai ser meu primeiro post, vou falar do autor de 4 dos últimos 5 livros que li, Bernard Cornwell, mais precisamente de seu trabalho mais conhecido no Brasil, As Crônicas de Artur!
O autor me foi indicado por uns amigos, mas a trilogia foi outra, A Busca do Graal, mas o que me chamou a atenção mesmo foram As Crônicas.. , eu sempre me interessei pela estória (historia?) do Rei Arthur, desde que assisti aquele desenho A Espada era Lei, da Disney, interesse esse somado a linda capa do primeiro capitulo da trilogia (O Rei do Inverno), abandonei A Busca.. e fui conferir a obra As Crônicas.., e não é que gostei tanto que se tornou um dos meus preferidos? Me deparei com uma ambientação extremamente realista onde não havia espaço para uma espada fincada numa pedra, ou para Avalon, e nem mesmo para uma távola redonda, os povos da Britania estavam todos divididos e prestes a serem atacados pelos saxãos, e ainda viviam conflitos religiosos entre os pagãos e cristãos.
Artur é o filho bastardo do Rei Uther Pendragon e o grande líder dos guerreiros da Dummonia, ele jura conduzir seu sobrinho Mordred ao trono, dentre seus guerreiros está Derfel Cadarn, o narrador da estória, durante o desenvolver da estória podemos encontrar muitos dos personagens conhecidos, mas na sua maioria de maneira desconhecida (é impossível não odiar o aproveitador e covarde Lancelot), e a meu ver, é o que realmente prende a atenção, a visão totalmente diferente das versões conhecidas e personagens mais verossímeis, além de uma forte ambientação histórica, característica das obras do autor! (Obs: os livros a que me referi no começo do post foram os 4 primeiros volumes de As Aventuras de Sharpe, principal obra do tio Bernard!)

Em tempo: os 3 volumes deAs Crônicas.. são

O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus, Excalibur