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Velvet Revolver – Contraband (2004)

Postado em Recomendados, anos 2000, resenhas em Agosto 20, 2009 por Marcos Rodrigues

Boa noite, meus queridos! Mais um textículo do Fila, banda extremamamente aprovada!!!

Anos 2000!!! O ano do questionamento: será que o Bug do Milenio realmente iria acontecer? Será que a profecia de Nostradamus iria se cumprir? Porém a maior duvida que ainda virava o milenio era: Será que esse ano sai o novo album do Guns n’ Roses?

Para infelicidade e tristeza geral dos fãs ardosos da “Banda mais perigosa do mundo” ele saiu, depois de muita enrolação e foi sinônimo de frustação para todos, mas bem antes desse mico musical e após o suposto “fim” da banda, uma outra grande banda surgiu nesse meio tempo e conseguiu deixar a sua marca registrada na historia do Rock mundial, estou falando do “Velvet Revolver”.

Após sua saída (ou expulsão – entenda como quiser) do Guns n’ Roses, Slash andou se aventurando em carreira solo e em projetos não tão bem sucedidos (como o caso do Slash’s Snakepit), após as suas aventuras e desventuras, o mesmo junto com os ex-Guns também Duff McKagan (Baixo) e Matt Sorum (Bateria) decidem montar uma banda, Izzy Stradlin que fazia 2ª Guitarra na classica formação do Guns n’ Roses chegou a ser convidado para integrar a banda, mas após recusar o convite, a banda fez de Dave Kushner, o mais novo integrante.

E para assumir os vocais um dos maiores icones dos anos 90, o ex-Junkie-Man e ex- Frontman do (na epoca fálido) Stone Temple Pilots, Scott Weiland. Com esse time de feras estava formado o Velvet Revolver, a mais importante banda dos anos 2000.

Após o lançamento da canção “Set Me Free” para a trilha sonora do filme o Hulk, o quinteto (Fantástico?) entra em estudio e no ano de 2004 lança o todo poderoso “Contraband”.

Contraband é um casamento perfeito entre o Hard Rock, Rock de Garagem e Punk Rock, mostrando que simplicidade musical também é uma virtude.

Os principais destaques do albuns são os singles: Slither, a acelerada Dirty Little Thing, a belíssima balada Fall to Pieces onde Slash nos presenteia com um solo característico que esta lado-a-lado com os já clássicos solos de “Sweet Child o’ Mine” “Estranged” e “Paradise City”, além da grande interpretação de Scott Weiland. Além da já citada “Set me Free”.

Porém eu ouso a dizer que o disco todo merece destaque, desde a abertura com as nervosas: “Sucker Train Blues” e “Do It For The Kids”, passando pela “tinha-tudo-pra-ser-hit” Big Machine, além das minhas favoritas: “Spectacle”, “Headspace”, “Superhuman” essa ultima usa e abusa de elementos eletronicos.

Bem Eu poderia passar o dia inteiro falando da magnitude de Contraband, mas o post excederia o limite de caracteres permitidos e seria uma tremenda falta de educação da minha parte agir assim em um blog que nem é meu hehe, mas antes de encerrar eu gostaria de criar uma polemica afirmando que há 18 anos atras o Guns N’ Roses lançou dois albuns simultaneamente que de certa forma foi marcante para a historia do Rock. Treze anos depois tres integrante da mencionada banda sem pretenção nenhuma lança um album super simples em termos de produção, porém muito mais sincero e mais verdadeiro que o tão badalado Use Your Ilusion. Isso sim é Rock!!!

Nota do Marcos: Esse cabeçudo esqueceu do clipe: Lá vai, Dirty Little Thing…. Get Away, Get Awaaaay….rsrsrs


Taylor Hawkins & The Coattail Riders – Taylor Hawkins & The Coattail Riders (2006)

Postado em Recomendados, anos 2000, resenhas em Agosto 18, 2009 por Marcos Rodrigues

Conforme prometido, voltamos a coluna dos anos 2000, dessa vez com um texto escrito pelo Fila, confesso que não conhecia o projeto, mas fiquei impressionado com a desenvoltura do moço com as baquetas e vocais ao mesmo tempo!

Fila, me desculpe por ter substituído o link que do Clipe que você me mandou, mas eu não estava conseguindo fazer o embedded com aquele, mas acho que veio bem a calhar esse outro, pois é ao vivo e vem com a intro da YYZ do Rush de bônus! Agora deixo os diplomatas com as palavras do Fila:

Revelado na banda de ninguém mais, ninguém menos que Alanis Morrissete, e aclamado no Foo Fighters, uma das melhores bandas de rock da atualidade, nada mais precisaria provar o baterista Taylor Hawkins não é mesmo? Mas como diria o mestre Zagallo: “Ai sim fomos surpreendidos novamente”.

No ano de 2006, Taylor Hawkins nos presenteia com o seu projeto solo intitulado de “Taylor Hawkins & The Coattail Riders”. A banda conta com: Gannin nas guitarras e Chris Chaney seu parceiro de cozinha nos tempos de Alanis Morissete no baixo. Além de Taylor Hawkins que com muita competência e técnica assume as baquetas e nos surpreende mais uma vez, como o vocalista principal desse projeto. Ele já havia feito essa experiência com o Foo Fighters pela primeira vez interpretando o Classico “Have a Cigar” do Pink Floyd (com a participação mais do que especial de Brian May nas guitarras) que entrou na Trilha Sonora do Filme Missão Impossivel II. E depois no álbum “In Your Honor”, onde canta a belissima “Cold Day in the Sun”.

É claro que semelhanças e comparações com a sonoridade do Foo Fighters sempre irão surgir, mas eu arrisco a dizer que o que grande diferencial do projeto solo do Taylor Hawkins, além de seus vocais, é a maneira como o mesmo toca o seu instrumento. Em inúmeras entrevistas Taylor já admitiu não ter liberdade musical dentro do Foo Fighters, que pelo fato de Dave Grohl ser um consagrado baterista, ele limita as idéias de Hawkins, fazendo com que só a sua idéia e sua maneira de tocar prevaleça. Portanto se no Foo Fighters, Taylor Hawkins não tem liberdade musical, nesse debut álbum de sua banda ele deixa bem claro que teve toda liberdade possível, pois os arranjos de bateria estão super elaborados, o que deixa a impressão de ser um cd feito especialmente para bateristas (assim como os de Satriani para os guitarristas, e Marcus Miller para os baixistas).

“Louise” a faixa de abertura é um exemplo bem claro dessa tese, a dificílima introdução de bateria e o andamento da mesma em todo o decorrer da musica nos faz questionar: “Seria Taylor capaz de executar essa musica ao vivo, cantando e tocando?” pior que Ele consegue. A musica em si é um Pop –Rock animado, como Foo Fighters (ta vendo? É impossível não lembrar deles) e Taylor como já previsto nos mostra um grande cantor.

“Walking Away” a próxima canção tem uma levada mais pesada, mais grunge, mas sem fugir do contexto sonoro do disco. Já “Running in Place” é um grande destaque que merece ser analisado devido a sua mudança constante de sonoridade no decorrer da canção, ela se inicia a voz e violão, depois se incorpora aos instrumentos restantes tornando se uma linda balada, passado o refrão ela cai levemente o ritmo e vai se entregando aos poucos a uma batida Rock n’ Roll 70’s, quando menos esperamos somos surpreendidos com uma pegada Rock n’ Roll/Jazzista onde Taylor Hawkins abusa do virtuosismo e executa em sua bateria contra-tempos que deixaria até o mais fã de Mike Portnoy de queixo caído.

Outros grandes destaques do disco são: a belssima balada “End of the Line”, a também surpreendente “Wasted Energy”, com sua introdução folk/Country que se transforma em um Rock de primeira, “Get Up I Want to Get Down” onde mais uma vez Taylor prova ser um baterista virtuoso, executando elaborados contra-tempos. E “You Drive Me Insane” um Rock n’ Roll básico, onde Hawkins demonstra não ser apenas um excelente baterista, mas um grande vocalista, minha canção favorita.

No momento o Taylor Hawkins & The Coattail Riders, se encontra parado, um imenso desperdício pois além de ser uma super banda com canções geniais, esse seria o momento propicio para a ascensão do grupo, já que o Foo Fighters anunciou hiato desde o ano passado sem previsão de volta.

No entanto esse disco veio acima de tudo mostrar que apesar de sua imensa carreira como baterista, Taylor Hawkins tinha muito ainda o que provar e simplesmente provou.

Videoclipe: Louise

Bruce Dickinson – Chemical Wedding

Postado em Idols and Influences, Recomendados, anos 2000, resenhas com as tags , em Setembro 29, 2008 por Marcos Rodrigues

Inaugurando o blog eu não poderia deixar de falar sobre isso, mais do que um álbum, foi uma experiência na minha vida! Imagine um moleque de 16 colocando esse CD pra rodar? Uma verdadeira porrada na cara! Pesado, surpreendente, moderno, coeso, acho até que me faltam elogios, na condição de fã, é claro! O álbum é todo baseado na obra do poeta e pintor inglês Willian Blake, desde a capa e o encarte, até o conteúdo lírico.
Desde a abertura com King In Crimson passando pela faixa – título, pela conhecida The Tower, e pela balada com toques folk Jerusalem até o final com The Alchemist (cujos versos finais retornam ao refrão da faixa – título, dando a idéia de um ciclo), o álbum transborda peso e criatividade do trio Bruce, Adrian Smith e Roy Z, nas composições e na execução, tanto nos vocais precisos do “mestre”, quanto na enxurrada de riffs e solos dos dois últimos (na época houve até um boato que eles teriam usado cordas de baixo nas guitarras para aumentar o peso).
Além do fato do álbum ser fantástico, na minha opinião, o melhor da carreira do Bruce, ainda há o fato de eu ter visto meu primeiro grande show justamente nessa turnê, e me lembro bem dele até hoje (ajuda o fato de eu ter o CD Scream for me Brazil e o DVD Anthology, que contém shows da mesma turnê ^^), e acho que ajudou a definir meu gosto musical dessa época em diante. Então pra inauguração do Blog, acho que fica de bom tamanho essa experiência audiovisual presencial.. rsrs